quinta-feira, 12 de julho de 2007
Resignação
Quando começamos parecia tudo tão ordinário, tão simples mas apelativo; ignorava a tua presença porque estava distraído e no entanto, estavas sempre lá e eu continuava cego. Certo dia, quando parecia que iria ficar com o mundo invisivel para os meus olhos, no meio do escuro...vi-te, encontrei-te, e tu me esperavas de braços abertos...Queria agarrar-te, sentir-te e poder dizer as palavras que abalam o mundo do romance. No momento em que estava pronto para gritar felicidade, a tua imagem ficou mais longe, mais distante. Corri para te apanhar mas era inevitável, tinhas fugido. Fiquei á espera na escuridão, todos os dias para o resto da minha vida, á espera que regressasses ou me achasses como eu te tinha achado naquele fatidico dia, mas nunca voltaste, pois na realidade, tinhas aberto os teus braços para outros caminhos...Assim os meus olhos viram a imagem negra, daquilo que eu sonhara em fazer-te, ir a oportunidade para os braços de outro...Chorei, tanto de felicidade e de tristeza. Feliz por ver os teus olhos a brilharem mais que o próprio Sol, e a deitar lágrimas por a imagem do homem que se ajoelhava aos teus pés não ser eu. Virei as costas ao amor novamente, e fiquei cego, já não encontrava luz em nenhum lado...Nenhum fumo dum cigarro ardente de descontração nem nenhum álcool contido num copo de mágoas me animava, somente continuei a viver...Estou cego, mas ainda ando para a frente na esperança de, algum dia, voltar a abrir os olhos...
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