Admito, estou num momento de dor profunda
Admito, estou em negação e a mostra que estou fraco
Admito, já não é a primeira vez que isto me acontece...O que me fez pensar, quais os erros do passado que levaram ou foram novamente cometidos no presente que conheço? Transportei-me para o passado, que julgava ser o mais doloroso possivel e vi-me, mais novo, mais crente, mais inútil...Reparei em todos os erros, em todas as falhas, em tudo o que levou a...isto, a este ponto.
Os pés sempre nas nuvens que querem habitar, a cabeça sempre distraida dos assuntos que realmente importam, o sentido mal orientado pelas ideias sonhadoras. Eis que apareceu o maior erro do passado, a própria pessoa que era perseguida, quais as diferenças?...Rodeei as memórias do passado que de certa forma me fizeram esquecer o presente; nunca estive tão perto dum objectivo; tudo aquilo que usara como desculpa me foi concedido e, no entanto, não considero um acto tão importante mesmo que me tenha emocionado, porque lágrimas nem sempre são verdadeiras até as sentir-mos, na nossa pele, e as reflectir-mos no nosso dia-a-dia...De nada vale me valeu chorar, de nada me valeu lutar porque tudo aquilo que era possivel aprender, já o sabia, e tudo aquilo que era defendido pelo ódio, já fora reforçado. "Odiar o amor e amar o Ódio", eu lembro-me de dizer isto, lembro-me de começar o ano dos livros a dizer que odiava amar, porque todos os infelizes odeiam e todos os que são felizes, amam porque o são. Qual foi a solução do passado?
Abandonei aquilo que amava e que me causava dor simultâneamente...A espera do fim foi imensa, mas acabou por desaparecer, a cicatriz ficou, mas passou a dor que ela causava; agora que tenho uma nova cicatriz, que deverei eu fazer? Cometi os erros do passado mas usarei a solução do passado...Nunca foi do meu agrado, simplesmente foi necessário. Que estejam todos contigo, e que estejas com todos os outros, serás uma forma no manto negro dos pecados que uso; terei saudades da tua sombra que provava a tua existência, porque para mim, seria sempre assim...
...Quando o Sol se põe para o coração, as sombras aparecem e as feridas escondem-se.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
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