Foi rápido, parece uma reabilitação curta e imprevisível, se calhar dependia da vontade, sendo algo psicossemático. Agora o problema não é o que é sentido, é o que não é sentido, ou então o que se quer sentir e não se pode sentir...Num momento em que não se quer esquecer, mas que se quer evitar, é mais uma situação confusa, quando numa altura atingimos o mais profundo dos abismos e quando noutra altura estamos no topo da montanha mais solarenta, sentimos sempre falta de algo, bom ou mal, é impossivel não sentir falta. Claro que ninguém sente falta daquilo que lhe é mau mas dos sentimentos e emoções que isso pode fazer brotar como vitória, persistência, entre tantos estados que um sujeito pode passar. Sentido falta de tanta coisa é impossivel não divagar como um filósofo cujos pensamentos nunca terminam; mas de que sinto eu falta? De amar o impossivel? De odiar o óbvio? Ou até mesmo num estado de paranóia, daquele estado que reparte igualmente felicidade, se é que isso existe para tal ser, e dor pelo meu corpo? Luto para esquecer e esqueci porque lutei, lutei e cheguei longe mas nunca estive parado o suficiente para me dar conta daquilo que passei e começo a pensar que quererei eu sentir neste momento onde os remoinhos habitam na minha cabeça. Pergunto se lês, se me escutas, se pensas que tudo irá ficar bem quando eu sei que irá ficar como o passado que conheci.
Posso sorrir, posso engraçar com tudo e com todos, falsamente ou de forma hipócrita, sempre o fiz e sempre o farei, mas agora pergunto de que sinto eu realmente falta. Dum passado que parece cada vez menos complicado comparado com o presente? Dum Presente confuso e remexido? Dum Futuro que construi em modo de auto-destruição?
Eu sei do que sinto falta...Mas é algo que tenho de me habituar a não ter por perto, tal como o passado que tive de esquecer, tambêm isto irá passar...Gostava de não esquecer o que gosto em ti, mas preciso de esquecer a dor que isso cria.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
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