Em dias tao negros de pensamento
Os ventos nao aparentam mudar
O mundo parece estar quase a acabar
E os sufocos parecem tao longos
Quando quero pensar numa so situacao
Lembro-me sempre da primeira maldade
A qual nunca defenirei ser verdade
Se acabou ou nao com o meu coracao
Penso porque preciso de saber
Porque preciso de ver com olhos
Situacoes que nunca ei de ter
Penso para mim
Porque estou longe demais para contar
Que o que existe neste local
E demasiado doloroso para explicar
--------------------
Mensagem no tumulo:
Levarei comigo para o tumulo
Aquilo que quis dar
E foi recusado receber
E quando me foi pedido
Ja era tarde demais para o ter
Por toda a bravura que tiveste
Por tudo aquilo quesofreste a lutar
Deixo-te o meu respeito
Porque foi isso que te consegui dar
Em Honra de Severus Snape, lutador bravo que merecia mais....
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Diferentes...
No passado:
As ondas não eram visiveis
Os atletas não passavam as metas
Os corações não falavam por outros caminhos
A experiência não era visivel...
No presente:
As ondas já foram vistas entre as marés
Os atletas já passam as metas, mas nunca em lugares de pódio
Os corações falam para caminhos que não os nossos
A experiência do passado já foi criada
O passado e presente são rostos diferentes, com momentos diferentes e personalidades diferentes, o passado é um rosto bonito de se lembrar, a apresentar tudo de novo para uma vida sem conhecimento, a dar a conhecer a própria alegria e a sua face alternativa de dor, o passado é o caminho para o conhecimento, que alterna entre as montanhas de positivismo e os abismos da realidade, as memórias que ficam para o presente digerir a sua mente e tomar as suas decisões com base no que aprendeu. O presente pode ou não ser um rosto mais atraente, mas o passado já põe em causa tudo aquilo que se pode aprender com o presente, e no entanto, como somos todos humanos, estupidamente acreditamos que o presente em tudo difere do passado, rostos totalmente diferentes só porque são de épocas totalmente distintas, e ai está o erro.
Tanto no passado como no presente:
O resultado é o mesmo
Os sentimentos são os mesmos em quantidades mais extremas
O medo do futuro aumenta por ser relativamente comparado com o presente actual e com o passado anterior
Então porque lutamos nós por um futuro melhor sabendo ou tendo a certeza nas nossas mentes de que será igual ao presente que foi igual ao passado?
Simples, porque em todos os momentos que vivemos, há sempre uma réstia de algo que é humanamente denominado de...
...Esperança...
As ondas não eram visiveis
Os atletas não passavam as metas
Os corações não falavam por outros caminhos
A experiência não era visivel...
No presente:
As ondas já foram vistas entre as marés
Os atletas já passam as metas, mas nunca em lugares de pódio
Os corações falam para caminhos que não os nossos
A experiência do passado já foi criada
O passado e presente são rostos diferentes, com momentos diferentes e personalidades diferentes, o passado é um rosto bonito de se lembrar, a apresentar tudo de novo para uma vida sem conhecimento, a dar a conhecer a própria alegria e a sua face alternativa de dor, o passado é o caminho para o conhecimento, que alterna entre as montanhas de positivismo e os abismos da realidade, as memórias que ficam para o presente digerir a sua mente e tomar as suas decisões com base no que aprendeu. O presente pode ou não ser um rosto mais atraente, mas o passado já põe em causa tudo aquilo que se pode aprender com o presente, e no entanto, como somos todos humanos, estupidamente acreditamos que o presente em tudo difere do passado, rostos totalmente diferentes só porque são de épocas totalmente distintas, e ai está o erro.
Tanto no passado como no presente:
O resultado é o mesmo
Os sentimentos são os mesmos em quantidades mais extremas
O medo do futuro aumenta por ser relativamente comparado com o presente actual e com o passado anterior
Então porque lutamos nós por um futuro melhor sabendo ou tendo a certeza nas nossas mentes de que será igual ao presente que foi igual ao passado?
Simples, porque em todos os momentos que vivemos, há sempre uma réstia de algo que é humanamente denominado de...
...Esperança...
sábado, 28 de julho de 2007
Quente
Estou quente, cheio de calores e suores, não se deve ao calor do Sol, muito menos a vibrações de prazer. É um quente de medo, uma gota de suor transmite um receio, sinto falta do frio mas se ele voltar congelo, e não estarei muito melhor do estado em que estou agora. Sinto saudades do que não devia, todos os meios de distração, de forma a atingir uma temperatura ambiente não me ajudam ou então só aumentam o suor. Fui para longe e voltei para me encontrar perdido outra vez, numa maré quente que nunca estará em equilibrio...
Quando ouvi as vozes melódicas de Tarja e Tuomas a entoarem a morte do mundo, veio logo um pensamento negro, daquilo que sei ser solução mas que nunca se poderá tornar numa realidade. Vi o ser do manto escuro que diambulava pelas terras perdidas da sua mente e que reencontrara as memórias da sua dor eterna, num momento de suplica as forças que causam a dor e que podiam causar a felicidade, eis que entoa:
Heaven queen, carry me
Away from all pain
All the same take me away
We're dead to the world
"Rainha dos céus, leva-me para longe de toda a dor, Tudo o mesmo, levai-me para longe, estamos mortos para o mundo". Apesar das suplicas, as memórias continuaram a revelar-se, a dor encheu-se pelo seu corpo, destruindo-o...Nos seus ultimos suspiros, viu a verdade nos seus olhos...Anulou todas as esperanças existentes da sua sobrevivencia.
Eu vejo a verdade neste preciso momento e tenho o poder de ditar as minhas decisões, posso optar por escolher ser congelado ou morrer do calor que me amaldiçoa, mas eis que a verdade destroi, porque de qualquer das maneiras, sairei a perder, tal como o sujeito do manto escuro, que nao tinha mais hipóteses, se não ver a verdade nos seus olhos, e as memórias a sugarem-lhe a vida.
Quando ouvi as vozes melódicas de Tarja e Tuomas a entoarem a morte do mundo, veio logo um pensamento negro, daquilo que sei ser solução mas que nunca se poderá tornar numa realidade. Vi o ser do manto escuro que diambulava pelas terras perdidas da sua mente e que reencontrara as memórias da sua dor eterna, num momento de suplica as forças que causam a dor e que podiam causar a felicidade, eis que entoa:
Heaven queen, carry me
Away from all pain
All the same take me away
We're dead to the world
"Rainha dos céus, leva-me para longe de toda a dor, Tudo o mesmo, levai-me para longe, estamos mortos para o mundo". Apesar das suplicas, as memórias continuaram a revelar-se, a dor encheu-se pelo seu corpo, destruindo-o...Nos seus ultimos suspiros, viu a verdade nos seus olhos...Anulou todas as esperanças existentes da sua sobrevivencia.
Eu vejo a verdade neste preciso momento e tenho o poder de ditar as minhas decisões, posso optar por escolher ser congelado ou morrer do calor que me amaldiçoa, mas eis que a verdade destroi, porque de qualquer das maneiras, sairei a perder, tal como o sujeito do manto escuro, que nao tinha mais hipóteses, se não ver a verdade nos seus olhos, e as memórias a sugarem-lhe a vida.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Passado e Presente
Foi rápido, parece uma reabilitação curta e imprevisível, se calhar dependia da vontade, sendo algo psicossemático. Agora o problema não é o que é sentido, é o que não é sentido, ou então o que se quer sentir e não se pode sentir...Num momento em que não se quer esquecer, mas que se quer evitar, é mais uma situação confusa, quando numa altura atingimos o mais profundo dos abismos e quando noutra altura estamos no topo da montanha mais solarenta, sentimos sempre falta de algo, bom ou mal, é impossivel não sentir falta. Claro que ninguém sente falta daquilo que lhe é mau mas dos sentimentos e emoções que isso pode fazer brotar como vitória, persistência, entre tantos estados que um sujeito pode passar. Sentido falta de tanta coisa é impossivel não divagar como um filósofo cujos pensamentos nunca terminam; mas de que sinto eu falta? De amar o impossivel? De odiar o óbvio? Ou até mesmo num estado de paranóia, daquele estado que reparte igualmente felicidade, se é que isso existe para tal ser, e dor pelo meu corpo? Luto para esquecer e esqueci porque lutei, lutei e cheguei longe mas nunca estive parado o suficiente para me dar conta daquilo que passei e começo a pensar que quererei eu sentir neste momento onde os remoinhos habitam na minha cabeça. Pergunto se lês, se me escutas, se pensas que tudo irá ficar bem quando eu sei que irá ficar como o passado que conheci.
Posso sorrir, posso engraçar com tudo e com todos, falsamente ou de forma hipócrita, sempre o fiz e sempre o farei, mas agora pergunto de que sinto eu realmente falta. Dum passado que parece cada vez menos complicado comparado com o presente? Dum Presente confuso e remexido? Dum Futuro que construi em modo de auto-destruição?
Eu sei do que sinto falta...Mas é algo que tenho de me habituar a não ter por perto, tal como o passado que tive de esquecer, tambêm isto irá passar...Gostava de não esquecer o que gosto em ti, mas preciso de esquecer a dor que isso cria.
Posso sorrir, posso engraçar com tudo e com todos, falsamente ou de forma hipócrita, sempre o fiz e sempre o farei, mas agora pergunto de que sinto eu realmente falta. Dum passado que parece cada vez menos complicado comparado com o presente? Dum Presente confuso e remexido? Dum Futuro que construi em modo de auto-destruição?
Eu sei do que sinto falta...Mas é algo que tenho de me habituar a não ter por perto, tal como o passado que tive de esquecer, tambêm isto irá passar...Gostava de não esquecer o que gosto em ti, mas preciso de esquecer a dor que isso cria.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Hipocrisia ou Sapiência?
Admito, estou num momento de dor profunda
Admito, estou em negação e a mostra que estou fraco
Admito, já não é a primeira vez que isto me acontece...O que me fez pensar, quais os erros do passado que levaram ou foram novamente cometidos no presente que conheço? Transportei-me para o passado, que julgava ser o mais doloroso possivel e vi-me, mais novo, mais crente, mais inútil...Reparei em todos os erros, em todas as falhas, em tudo o que levou a...isto, a este ponto.
Os pés sempre nas nuvens que querem habitar, a cabeça sempre distraida dos assuntos que realmente importam, o sentido mal orientado pelas ideias sonhadoras. Eis que apareceu o maior erro do passado, a própria pessoa que era perseguida, quais as diferenças?...Rodeei as memórias do passado que de certa forma me fizeram esquecer o presente; nunca estive tão perto dum objectivo; tudo aquilo que usara como desculpa me foi concedido e, no entanto, não considero um acto tão importante mesmo que me tenha emocionado, porque lágrimas nem sempre são verdadeiras até as sentir-mos, na nossa pele, e as reflectir-mos no nosso dia-a-dia...De nada vale me valeu chorar, de nada me valeu lutar porque tudo aquilo que era possivel aprender, já o sabia, e tudo aquilo que era defendido pelo ódio, já fora reforçado. "Odiar o amor e amar o Ódio", eu lembro-me de dizer isto, lembro-me de começar o ano dos livros a dizer que odiava amar, porque todos os infelizes odeiam e todos os que são felizes, amam porque o são. Qual foi a solução do passado?
Abandonei aquilo que amava e que me causava dor simultâneamente...A espera do fim foi imensa, mas acabou por desaparecer, a cicatriz ficou, mas passou a dor que ela causava; agora que tenho uma nova cicatriz, que deverei eu fazer? Cometi os erros do passado mas usarei a solução do passado...Nunca foi do meu agrado, simplesmente foi necessário. Que estejam todos contigo, e que estejas com todos os outros, serás uma forma no manto negro dos pecados que uso; terei saudades da tua sombra que provava a tua existência, porque para mim, seria sempre assim...
...Quando o Sol se põe para o coração, as sombras aparecem e as feridas escondem-se.
Admito, estou em negação e a mostra que estou fraco
Admito, já não é a primeira vez que isto me acontece...O que me fez pensar, quais os erros do passado que levaram ou foram novamente cometidos no presente que conheço? Transportei-me para o passado, que julgava ser o mais doloroso possivel e vi-me, mais novo, mais crente, mais inútil...Reparei em todos os erros, em todas as falhas, em tudo o que levou a...isto, a este ponto.
Os pés sempre nas nuvens que querem habitar, a cabeça sempre distraida dos assuntos que realmente importam, o sentido mal orientado pelas ideias sonhadoras. Eis que apareceu o maior erro do passado, a própria pessoa que era perseguida, quais as diferenças?...Rodeei as memórias do passado que de certa forma me fizeram esquecer o presente; nunca estive tão perto dum objectivo; tudo aquilo que usara como desculpa me foi concedido e, no entanto, não considero um acto tão importante mesmo que me tenha emocionado, porque lágrimas nem sempre são verdadeiras até as sentir-mos, na nossa pele, e as reflectir-mos no nosso dia-a-dia...De nada vale me valeu chorar, de nada me valeu lutar porque tudo aquilo que era possivel aprender, já o sabia, e tudo aquilo que era defendido pelo ódio, já fora reforçado. "Odiar o amor e amar o Ódio", eu lembro-me de dizer isto, lembro-me de começar o ano dos livros a dizer que odiava amar, porque todos os infelizes odeiam e todos os que são felizes, amam porque o são. Qual foi a solução do passado?
Abandonei aquilo que amava e que me causava dor simultâneamente...A espera do fim foi imensa, mas acabou por desaparecer, a cicatriz ficou, mas passou a dor que ela causava; agora que tenho uma nova cicatriz, que deverei eu fazer? Cometi os erros do passado mas usarei a solução do passado...Nunca foi do meu agrado, simplesmente foi necessário. Que estejam todos contigo, e que estejas com todos os outros, serás uma forma no manto negro dos pecados que uso; terei saudades da tua sombra que provava a tua existência, porque para mim, seria sempre assim...
...Quando o Sol se põe para o coração, as sombras aparecem e as feridas escondem-se.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Por baixo vê-se o topo
Enfim, de volta á mesma melodia irritante no meu ouvido ignorante dos concelhos, voltei áquela arena aberta onde te vejo outra vez meu nemesis e meu amigo da alma. Só tu me compreendes mas só tu causas os problemas para eu tentar enfrentá-los, mas eu não estou sozinho, já não estou contras as montanhas sem um braço amigo para me empurrar para cima, já não estou contra o frio sem ter uma pequena chama que me aqueça nestes momentos dificeis. Mas porquê? Porquê é que me obrigas a expulsar o calor de dentro de mim e repulsar a chama a mim oferecida? Porque me atormentas com tão simples palavras que mais parecem-me pertencer a mim do que a qualquer outra qualquer? Preocupação...é o que vai na cabeça de todos os pobres aldeões que desconhecem a complexidade de tal fenómeno, eu falo para ouvires mas não tenho acertezas disso e por mais companhia que queira na minha caminhada, percebo onde queres chegar...Queres que esteja sozinho para não me distrair do caminho, para não me desiludir, ou então queres provar que só mesmo assim é que devo estar...Sozinho, para estar com os pés no chão, não demasiado afundados na neve das montanhas mas não demasiado elevados, como se pisasse nuvens que não me deixassem ver a queda tão profunda que iria dar, e que dei, 4 vezes...Que me sugeres? Desistir? Persistir? Pensar? Aceitar? Tudo aquilo que me foi dito eu ignorei porque tu é que sabes como o mundo funciona, tu é que conheces os justos e o amor dos fiéis, sinto a falta da tua coragem, da tua capacidade de decisão...A arena voltou-se a fechar para mim, de lá sai, e voltaste a ficar preso naquela caixa de Pandora, com as respostas todas ao que eu preciso de saber.
domingo, 15 de julho de 2007
1000 palavras
Lembrei-me da luta dos personagens épicos, do desaparecimento de Tidus da vida de Yuna, como ele lutou por tudo e só no final, quando tinha de partir é que se lembrou de dizer o que sentia de verdade...Yuna chocada, em lágrimas despediu-se porque sabia que não era possivel fazê-lo ficar...No final, toda a fantasia que envolvia esta relação acabou em suspense. Lembrei-me das 1000 palavras que ela cantou, com aquela voz angelical, num dia de chuva que acabou por ser iluminado depois de tudo o que ela pronunciou para o povo desesperado: Estas são as 1000 palavras que me lembro dela a cantar, não me lembro dela ter força, não me lembro dela encontrar o que procurava...
I know that you're hiding things (Eu sei que escondes coisas)Só me lembro que ela estava sozinha, desanimada, derrotada apesar de não ter nada mais para lutar...Lutou, venceu mas não encontrou aquilo pelo qual lutava, e por isso perdeu.
Using gentle words to shelter me (Usando palavras gentis para me abrigar)
Your words were like a dream (as tuas palavras eram como um sonho)
...
I acted so distant then (eu agi tão distante que...)
Didn't say goodbye before you left (...não disse adeus antes de te ires embora)
But I was listening (mas eu estava a ouvir)
You'll fight your battles far from me (tu lutarás as tuas batalhas longe de mim)
...
...
But still I swore (mas eu ainda prometi)
To hide the pain... (esconder a dor...)
Shouting might have been the answer (gritar poderia ter sido a resposta)
...
But now I'm not afraid to say what's in my heart
(mas agora tenho medo de dizer o que me vai no coração)
...
Anger might have been the answer (a ira poderia ter sido a resposta)
Confuso
A garganta doi de falar e de beber, em buscar de ajuda para encontrar um prazer falso que dissimule os pesadelos que são a realidade. Analisando tudo, medindo tudo, tentando ser o mais perfeito possivel quando os erros é que são apreciados. Não sei se consegues invadir a minha mente lendo as palavras que escrevo e sei muito menos se quero que o faças ou não. Sinto que te deixo triste, e há uma parte de mim que te quer assim por estar ausente e outra que odeia esse estado por ter feito todos os possiveis para tal não acontecer. Estou confuso e perdido num labirinto cheio de portas; abro-as todas e mesmo assim falta sempre aquela que quero, já abri desencorajamento, miséria, tristeza; fechei todas aquelas portas que queria porque sabia que nunca as conseguiria passar, e sei que nunca as deixarias abertas para mim. Enganei-me, talvez tenha mentido, talvez não saiba o que queira, talvez seja a bebida a falar...Nao me devo preocupar, ou devo continuar num percurso de auto-destruição, já nao digo coisa com coisa, já nao consigo escrever o que sinto, talvez porque sinta algo tão forte que já não seja possivel descrever, já não me sinto capaz de fazer nada...Não tenho valor, sou insignificante, nunca ajudei somente compliquei, talvez agora que a libertei, posso destruir-me sozinho...
Estou tão confuso...
Estou tão confuso...
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Tudo o que o vento levou...
Estava a passear pela floresta que desconhecia, árvores que não me tocavam mas cujas folhas repletas de ar puro não conseguia sentir na minha pele áspera e magoada. Cheguei a um lago, claro e puro, onde os peixes vibravam e seguiam a corrente para chegar ao seu destino; ajoalhei-me e olhei para o lago, vi tudo o que se passava no mundo fora da floresta: os problemas das pessoas que me são mais queridas, as respostas que faltavam saber ás questões mais evidentes...Tudo o que podia fazer era escutar e ver o que se passava, mas estava satisfeito ao ver tudo compõr-se, os problemas a desaparecerem, e o lago cada vez mais calmo. Levantei-me e deixei de pensar nos outros, e lembrei-me daquilo que não sentia, daquilo que era, daquilo que temia...Lembrei-me da minha imagem porque a imagem dos outros estava resolvida; voltei a olhar para o lago, e vi uma imagem distorcida, de um pequeno rapaz, perdido, sem ninguem ao seu redor, longe de tudo e de todos, conhecendo somente dor...Eu sentia a dor do rapaz, sentia com tanta força como se fosse minha, a imagem começou a ficar mais visivel, mais forte...O rapaz olhou-me nos olhos, parecia-me tão familiar...Quando o lago ficou novamente liso, a imagem revelou-se na totalidade...O rapaz era eu, a dor que ele sentia era minha, a sua solidão era o que eu estava a passar, e foi ai que entendi...O meu consolo era ver os outros no meu lago, ver que ainda os podia ouvir, escutar, e pensar neles...No quanto são felizes, sem mim, com os outros que os rodeiam. Finalmente faz sentido, que o sitio onde estou é me destinado, a solidão é a minha irmã e a dor o meu irmão...Por tudo aquilo que lutei, foi tudo levado pelo vento que não me levou a mim, porque talvez ele queira que viva com os meus irmãos, num local que não desejo a ninguem. Pois somente aqueles que merecem castigo, são castigados e não interessa a visão de justiça de ninguem, pois toda a gente tem o que merece.
Não concordo com a vida que me foi dada, mas talvez concorde com a morte que me seja recompensada, pois eu distorci todas as imagens do lago, porque queria sentir o amor,sentir a felicidade, na minha pela, a fluir gentilmente...Queria conhecer o ar puro que todos conhecem em meu redor, queria ter a luz no meu rosto e chorar lágrimas que mostravam que o meu sofrimento tinha terminado...
O lago mostrou o rapaz a ir em direcção á escuridão, mas nunca mostrou ele a sair daquele local tenebroso, considerei que era o meu futuro e que para lá chegar, só bastava aceitar que de facto, não mereço estar entre as almas felizes, e mereço realmente, estar na floresta, onde tudo o que posso reclamar, é de tudo o que vento levou
Não concordo com a vida que me foi dada, mas talvez concorde com a morte que me seja recompensada, pois eu distorci todas as imagens do lago, porque queria sentir o amor,sentir a felicidade, na minha pela, a fluir gentilmente...Queria conhecer o ar puro que todos conhecem em meu redor, queria ter a luz no meu rosto e chorar lágrimas que mostravam que o meu sofrimento tinha terminado...
O lago mostrou o rapaz a ir em direcção á escuridão, mas nunca mostrou ele a sair daquele local tenebroso, considerei que era o meu futuro e que para lá chegar, só bastava aceitar que de facto, não mereço estar entre as almas felizes, e mereço realmente, estar na floresta, onde tudo o que posso reclamar, é de tudo o que vento levou
Tudo por um momento...
Continuo sem saber o que quero, sem saber o que fazer porque ambos os caminhos vão dar ao mesmo lugar, á mesma ruína, ao mesmo passado...O tempo escasseia, a ansia é tão forte por descobrir as respostas que nem a areia dourada lançada por aquela forma ficticia me consegue lançar para o mundo dos sonhos, onde tudo de bom acontece...Como é bom viver no mundo dos sonhos, o uníco mal dele é ser utópico pois quando acaba e acordamos, somos forçados a ver aquilo que tentámos ignorar. Luto contra mim mesmo dentro de uma parede por mim criada, tentando proteger-me dum mal que já está destinado a vir. Eu quero ver aquele Sol a amanhecer e a brilhar por todo o lado, eu quero ver a Lua a inspirar todas as mentes sonhadoras que poderão sonhar com algo que já lhes pertence na realidade. O tempo não é suficiente para eu ter todos esses momentos maravilhosos, mas ainda resta algum para poder comtemplar o último põr-do-sol. Prefiro ter oportunidade de sentir a luz pelo menos uma vez, do que viver na escuridão das minhas paredes para sempre, é isso que irei fazer, não deixarei este último momento de brilho nos meus olhos passar ao lado, por mais obstáculos que já passei, por mais morte que causei, por mais sofrimento que exibi...Acho que chegou a altura de conceder-me a mim próprio, o meu momento debaixo das árvores do mais alto monte, a ver aquele põr-do-sol...Já dei tudo para o ter eternamente a brilhar para mim, mas arrisco tudo para tê-lo nem que seja por um só dia.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
O que nunca saberás...
Pensamos todos nos erros das nossas acções passadas...No beijo que nunca daremos áquela pessoa especial, nos amigos cuja confiança traimos para melhorar o nosso estado emocinonal, nas relações que estão em costante mudança e nunca são do nosso agrado, ou quando são nunca o são suficiente para sermos felizes. O mundo está em constante movimento e no entanto, tenho a sensação de que estou parado, preso a uma par de palavras que nunca te poderei dizer por insegurança ou simplesmente porque não quero voltar a conhecer a minha velha amiga. Aquela amiga que está sempre lá nos nossos maus momentos, na nossa miséria, que simplesmente nos leva a desgraça. A dor é a razão do medo, de querer evitar aquilo que poderia ser a reviravolta, o ponto de viragem mas que igualmente pode ser o momento em que tudo se destroí, o corpo parado que somos no universo pode tanto começar a mover-se como pode implodir de tanta dor que possui. Sou como uma estrela sem luz, a comtemplar o brilho das outras, iguais a mim em todo o aspecto, com a exclusiva diferença de terem o brilho que nunca terei ou talvez nunca voltarei a ter, com toda a escuridão dentro de mim para garantir isso. Uma estrela escura é como um ponto invisivel no Universo cujo o único consolo é ver as outras estrelas que a rodeiam que já encontraram a sua felicidade, porque iluminam alguêm...Onde está o meu brilho?Onde está a pessoa que quero iluminar?Onde está a pessoa que me pode fazer de mim uma estrela radiante?
Eu tinha a minha luz...Enviei todos os raios que tinha para iluminar quem eu queria, ignorante por saber que a pessoa que tentei iluminar já tinha encontrado a sua estrela. Perdi a luz em vão, e ganhei a escuridão porque a luz que enviei, nunca foi reflectida...A tristeza de estar parado, é estar a ver-te, radiante com outra estrela cuja luz é fortissima, luz aquela que nunca te irá deixar, que nem te deixou ver aquilo que te tentei dizer.
É algo que nunca saberás...
Eu tinha a minha luz...Enviei todos os raios que tinha para iluminar quem eu queria, ignorante por saber que a pessoa que tentei iluminar já tinha encontrado a sua estrela. Perdi a luz em vão, e ganhei a escuridão porque a luz que enviei, nunca foi reflectida...A tristeza de estar parado, é estar a ver-te, radiante com outra estrela cuja luz é fortissima, luz aquela que nunca te irá deixar, que nem te deixou ver aquilo que te tentei dizer.
É algo que nunca saberás...
Resignação
Quando começamos parecia tudo tão ordinário, tão simples mas apelativo; ignorava a tua presença porque estava distraído e no entanto, estavas sempre lá e eu continuava cego. Certo dia, quando parecia que iria ficar com o mundo invisivel para os meus olhos, no meio do escuro...vi-te, encontrei-te, e tu me esperavas de braços abertos...Queria agarrar-te, sentir-te e poder dizer as palavras que abalam o mundo do romance. No momento em que estava pronto para gritar felicidade, a tua imagem ficou mais longe, mais distante. Corri para te apanhar mas era inevitável, tinhas fugido. Fiquei á espera na escuridão, todos os dias para o resto da minha vida, á espera que regressasses ou me achasses como eu te tinha achado naquele fatidico dia, mas nunca voltaste, pois na realidade, tinhas aberto os teus braços para outros caminhos...Assim os meus olhos viram a imagem negra, daquilo que eu sonhara em fazer-te, ir a oportunidade para os braços de outro...Chorei, tanto de felicidade e de tristeza. Feliz por ver os teus olhos a brilharem mais que o próprio Sol, e a deitar lágrimas por a imagem do homem que se ajoelhava aos teus pés não ser eu. Virei as costas ao amor novamente, e fiquei cego, já não encontrava luz em nenhum lado...Nenhum fumo dum cigarro ardente de descontração nem nenhum álcool contido num copo de mágoas me animava, somente continuei a viver...Estou cego, mas ainda ando para a frente na esperança de, algum dia, voltar a abrir os olhos...
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