terça-feira, 17 de julho de 2007

Por baixo vê-se o topo

Enfim, de volta á mesma melodia irritante no meu ouvido ignorante dos concelhos, voltei áquela arena aberta onde te vejo outra vez meu nemesis e meu amigo da alma. Só tu me compreendes mas só tu causas os problemas para eu tentar enfrentá-los, mas eu não estou sozinho, já não estou contras as montanhas sem um braço amigo para me empurrar para cima, já não estou contra o frio sem ter uma pequena chama que me aqueça nestes momentos dificeis. Mas porquê? Porquê é que me obrigas a expulsar o calor de dentro de mim e repulsar a chama a mim oferecida? Porque me atormentas com tão simples palavras que mais parecem-me pertencer a mim do que a qualquer outra qualquer? Preocupação...é o que vai na cabeça de todos os pobres aldeões que desconhecem a complexidade de tal fenómeno, eu falo para ouvires mas não tenho acertezas disso e por mais companhia que queira na minha caminhada, percebo onde queres chegar...Queres que esteja sozinho para não me distrair do caminho, para não me desiludir, ou então queres provar que só mesmo assim é que devo estar...Sozinho, para estar com os pés no chão, não demasiado afundados na neve das montanhas mas não demasiado elevados, como se pisasse nuvens que não me deixassem ver a queda tão profunda que iria dar, e que dei, 4 vezes...Que me sugeres? Desistir? Persistir? Pensar? Aceitar? Tudo aquilo que me foi dito eu ignorei porque tu é que sabes como o mundo funciona, tu é que conheces os justos e o amor dos fiéis, sinto a falta da tua coragem, da tua capacidade de decisão...A arena voltou-se a fechar para mim, de lá sai, e voltaste a ficar preso naquela caixa de Pandora, com as respostas todas ao que eu preciso de saber.

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