sábado, 28 de julho de 2007

Quente

Estou quente, cheio de calores e suores, não se deve ao calor do Sol, muito menos a vibrações de prazer. É um quente de medo, uma gota de suor transmite um receio, sinto falta do frio mas se ele voltar congelo, e não estarei muito melhor do estado em que estou agora. Sinto saudades do que não devia, todos os meios de distração, de forma a atingir uma temperatura ambiente não me ajudam ou então só aumentam o suor. Fui para longe e voltei para me encontrar perdido outra vez, numa maré quente que nunca estará em equilibrio...

Quando ouvi as vozes melódicas de Tarja e Tuomas a entoarem a morte do mundo, veio logo um pensamento negro, daquilo que sei ser solução mas que nunca se poderá tornar numa realidade. Vi o ser do manto escuro que diambulava pelas terras perdidas da sua mente e que reencontrara as memórias da sua dor eterna, num momento de suplica as forças que causam a dor e que podiam causar a felicidade, eis que entoa:

Heaven queen, carry me
Away from all pain
All the same take me away
We're dead to the world

"Rainha dos céus, leva-me para longe de toda a dor, Tudo o mesmo, levai-me para longe, estamos mortos para o mundo". Apesar das suplicas, as memórias continuaram a revelar-se, a dor encheu-se pelo seu corpo, destruindo-o...Nos seus ultimos suspiros, viu a verdade nos seus olhos...Anulou todas as esperanças existentes da sua sobrevivencia.
Eu vejo a verdade neste preciso momento e tenho o poder de ditar as minhas decisões, posso optar por escolher ser congelado ou morrer do calor que me amaldiçoa, mas eis que a verdade destroi, porque de qualquer das maneiras, sairei a perder, tal como o sujeito do manto escuro, que nao tinha mais hipóteses, se não ver a verdade nos seus olhos, e as memórias a sugarem-lhe a vida.

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