A garganta doi de falar e de beber, em buscar de ajuda para encontrar um prazer falso que dissimule os pesadelos que são a realidade. Analisando tudo, medindo tudo, tentando ser o mais perfeito possivel quando os erros é que são apreciados. Não sei se consegues invadir a minha mente lendo as palavras que escrevo e sei muito menos se quero que o faças ou não. Sinto que te deixo triste, e há uma parte de mim que te quer assim por estar ausente e outra que odeia esse estado por ter feito todos os possiveis para tal não acontecer. Estou confuso e perdido num labirinto cheio de portas; abro-as todas e mesmo assim falta sempre aquela que quero, já abri desencorajamento, miséria, tristeza; fechei todas aquelas portas que queria porque sabia que nunca as conseguiria passar, e sei que nunca as deixarias abertas para mim. Enganei-me, talvez tenha mentido, talvez não saiba o que queira, talvez seja a bebida a falar...Nao me devo preocupar, ou devo continuar num percurso de auto-destruição, já nao digo coisa com coisa, já nao consigo escrever o que sinto, talvez porque sinta algo tão forte que já não seja possivel descrever, já não me sinto capaz de fazer nada...Não tenho valor, sou insignificante, nunca ajudei somente compliquei, talvez agora que a libertei, posso destruir-me sozinho...
Estou tão confuso...
domingo, 15 de julho de 2007
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